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Cinema da Irlanda

Cinema da Irlanda

 

Apesar de não ter uma grande tradição no cinema, a indústria irlandesa é reconhecida entre as melhores da Europa devido a sua criatividade. Tudo começou em abril de 1896, um ano depois da projeção realizada em Paris pelos irmãos Lumiere, quando Henry Joly gravou as primeiras imagens em movimento no país, sob o título de Pessoas caminhando em Sackville Street, Tráfego na ponte Carlisle e Os 13 hussardos marchando na cidade.

 

Um rapaz da velha Irlanda

Um rapaz da velha Irlanda

Era do cinema mudo

Na primeira década de 1900 o cinema da Irlanda começou pavimentar o seu caminho na cultura irlandesa. Em 1909, os cidadãos de Dublin, a capital, foram testemunhas da construção de The Volta, o primeiro teatro de cinema do país. Um ano mais tarde, foi filmado A Lad from Old Ireland (Um rapaz da velha Irlanda), o primeiro filme irlandês, que se tornou, e foi vendido como, o primeiro filme feito entre dois continentes: América e Europa.

Entre 1910 e 1940, quando os filmes mudos chegaram ao seu ponto mais alto e os primeiros filmes com som e diálogos começaram a se tornar populares, o cinema irlandês produziu uma quantidade importante de filmes, através da Companhia de Cinema Irlandesa recém criada e fundada por Mark Sullivan. Entre as produções mais importantes da época vale a pena mencionar o filme de Fred O'Donovan, Knocknagow (1917), o filme de John MacDonagh, Willy Reilly and his Colleen Bawn (1920), o filme de George Dewhurst, Irish Destiny (1926) e o filme de Tom Cooper, The Dawn (1936), que foi o primeiro filme original com som.

No cinema irlandês

Durante as duas décadas seguintes, foi fundada outra organização que tinha o objetivo de promover o cinema. Assim, o Instituto Nacional de Cinema promoveu filmes informativos que falavam sobre como melhorar as tecnologias rurais, da gestão de finanças e da saúde. Naqueles anos, o produtor Gael Linn tentou promover filmes falados em irlandês, justapondo os filmes que ainda eram falados em Inglês.

Entre as produções faladas em irlandês mais notáveis é necessário mencionar uma série de curtas chamados Amharc Éireann, que forem os mais apresentados deste gênero nos cinemas irlandeses. Além disso, o diretor George Morrison ganhou fama por seus documentários Mise Éire (1959) e Saoirse (1960).

       

George Morrison

George Morrison

Em Nome do Pai

Em Nome do Pai

Cinema moderno

A nova tendência surpreendeu o cinema irlandês desde os anos setenta. Os desafios sociais, econômicos, educativos e políticos começaram ser levados em conta nos roteiros das novas produções. Além da nova tendência, a chegada da TV ao país promoveu a profissionalização para os escritores, cineastas e técnicos envolvidos na indústria do cinema.

Com aqueles ricos antecedentes, filmes como os de Bob Quinn, Caoíneadh Áirt Uí Laoíre (1975) e Poitín (1978); o filme de Joe Comerford, Reefer and The Model (1988), e os filmes de Alan Gilsenan The Road to God Knows Where (1988) e Prophet Songs (1990), ganharam reconhecimento internacional.

Recentemente, os maiores estouros de bilheteria irlandeses foram o filme de Paddy Breathnach, Alisa (1994), o filme de Neil Jordan, Traídos pelo Desejo/ Jogo de Lágrimas (1992); o filme de Stephen Frears, O Puto (1993), o filme de Alan Parker, que também dirigiu Madonna em 1997 em Evita-, Os Commitments/Loucos pela Fama (1990) e os filmes de Jim Sheridan, O Meu Pé Esquerdo (1989), Terra da Discórdia/ The Field - Esta Terra é Minha (1990) e Em Nome do Pai (1993).

 

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