Esta Noite 20:20 - 21:55Passeio Noturno (Alemanha)

Entrevista com Mads Mikkelsen

Mads

Mads

Mads

Mads

Entrevista com Mads Mikkelsen (Ator)

Já se passaram quase 15 anos que o filme foi feito. Como você acha que sua atuação tem evoluído?
Eu não sei. Lembro-me que foi uma coisa muito arriscada que fizemos. Mesmo que esta fosse uma comédia como Luzes Cintilantes, os personagens eram mais extremos. Era quase como colocar teatro no cinema. Estávamos todos muito nervosos, mas nós amamos tanto a história e os personagens que mantemos a decisão de continuar com o projeto. Este é um dos filmes dos quais estou mais orgulhoso de ter feito em toda a minha carreira!

Fizemos isso e não fomos punidos. Meu personagem é um fantástico, patético, egocêntrico narcisista do qual é impossível não gostar. É uma conquista para esta história.

Como você se preparou para um personagem tão complexo?
Eles são sempre complexos nas histórias de Anders Thomas. O roteiro estava lá e, por isso, nós trabalhamos um pouco mais nele. Às vezes, eu tendo a ir também um pouco mais ao extremo do que o roteiro. Portanto, se há alguma linha onde alguém pode dizer o que está dizendo, eu não acho interessante. Ele tem que ser muito específico em sua maneira de dizer coisas. Então nós trabalhamos em suas maneiras. Ele era um mártir, sempre ofendido por qualquer coisa que acontecesse.

Fisicamente, nós cortamos meu cabelo de uma maneira completamente estúpida. Lembro-me que Anders Thomas estava lá.

Então você realmente cortou o cabelo daquela maneira boba? Não era uma testa protética ou uma peruca?
Não. Cortamos porque achei isso difícil. Primeiro de tudo, eu odeio usar perucas, é sempre irritante.

Elas são muito difíceis de usar. Você teria que parar com frequência, pois algo está errado, a peruca não está no lugar certo e assim por diante. Eu decidi que iríamos cortá-lo porque é muito mais fácil de lidar.

Então eu tive que usar chapéus por três meses, porque eu parecia um idiota. Quando o filme terminou, eu tive que raspar todo o cabelo.  

Esse personagem de alguma forma se liga ao seu Hannibal nos termos do canibalismo. Você usou alguma de sua experiência com esse personagem para Hannibal?
Você sempre pode encontrar uma ligação. É uma coincidência total, e eu nunca tinha pensado sobre isso. Hannibal está obviamente fazendo isso por outras razões: ele torceu o mundo de cabeça para baixo, ele vê beleza onde o resto de nós vê horror. Em vez disso, Svend não tem desejo de carne humana. Ele não é um assassino, mas ele vê o sucesso chegando junto com seu lado egomaníaco.  

Como você faz o salto desses filmes locais para Cassino Royale e agora Hollywood?
Sempre foi minha escolha. Antes que Hollywood me chamasse, eu não tinha escolha, era apenas eu trabalhando na Dinamarca. E o meu país é pequeno. Se você faz um filme por ano, as pessoas começam a ficar cansadas de ver você. Por isso, foi uma sorte ter tido uma oportunidade em Hollywood e eu posso ficar indo para frente e para trás.

Eu ainda posso escolher as coisas que acho interessantes. É sempre muito importante que você goste do que faz, seja um filme pequeno ou grande.

E como você conseguiu o papel no Cassino Royale, um papel que mudou sua carreira internacionalmente?
Eu não estava esperando isso de forma alguma. Recebi uma ligação sobre uma audição e não consegui ir porque tive uma reunião. Mas finalmente consegui o papel porque uma das produtoras, Barbara Broccoli, adorava o filme Corações Livres de Susanne Bier e ela adoraria me ter em Cassino Royale.

Foi o meu trabalho na Dinamarca que abriu as portas em Hollywood. Eu não estava lá batendo nas portas.

Quando você teve essa experiência em uma grande produção, quais eram as principais diferenças entre as de Hollywood e as produções locais dinamarquesas nas quais você participou antes?
Acho que a maior diferença é o enorme orçamento. E quando se tem esse orçamento, você tem muitos produtores, muitos chefs que querem cozinhar o filme. Assim, o processo quando você e o diretor surgem com ideias para melhorar o filme não é tão rápido como nas produções dinamarquesas, porque tem que passar por muitas pessoas importantes.

Mas dito isso, eu ainda fiquei surpreso que, embora haja 500 pessoas no set, ainda nos sentávamos em um pequeno grupo - talvez eu e Daniel (Craig) e o diretor - para discutir a cena para fazê-la dar certo.

Você sentiu mais pressão ao filmar o Cassino Royale? Este foi um momento de mudança do rosto de James Bond e a primeira vez que Daniel Craig interpretou o agente, que recebeu muitas críticas antes de a filmagem começar.
Eu sempre sinto pressão. Eu quero dar o meu melhor - o melhor filme do mundo. Mas eu não senti que a pressão era maior no Cassino Royale.Eu realmente acho que havia muito mais pressão em Carne Fresca, Procura-se porque estávamos em um limbo.

Tenho certeza que Daniel sentiu muita pressão porque ele era o novo Bond e ele sempre seria julgado por isso. Ele fez a única coisa certa - ele mergulhou no trabalho e se concentrou para fazer o melhor que pôde. Agora ele acabou por ser o melhor Bond de sempre!

Quem são suas inspirações quando se trata de atuação?
Eu sempre acho que não quero copiar ninguém. Você pode obter inspiração em tudo em sua vida. Quando eu era criança, meus maiores heróis eram Bruce Lee e Buster Keaton. Olhando para trás agora, eu entendo o porquê. Eles tinham um tremendo carisma.

O que você acha que são os principais desafios para o cinema dinamarquês ganhar mais atenção em todo o mundo?
Fizemos muitas mudanças no passado. Fizemos cinema mais realista, hiperrealista. Eram as pessoas que faziam os filmes que queriam fazer. Foi por necessidade que mudamos e queríamos que isso acontecesse.

Nesta geração, eles não têm nada a mudar. Não é tão fácil para eles fazerem isso. Mas eles têm que encontrar suas próprias histórias. Se o fizerem, continuaremos tendo sucesso nos filmes dinamarqueses. Se eles apenas copiarem, não vai funcionar.

O que você acha da série de TV escandinava que está ganhando mais popularidade agora (Borgen, Fortitude, The Killing - Além do Crime)?
Acho que é devido ao sucesso que os filmes dinamarqueses tiveram. Há uma certa atenção na televisão dinamarquesa, porque os filmes dinamarqueses têm recebido muita atenção. Eles trouxeram muita da tradição do cinema para a televisão.

Além disso, as pessoas que trabalham na televisão são muito profissionais: tanto os atores como os diretores.

Voltar ao Carne Fresca, Procura-se

Inscreva-se para receber o Boletim Informativo do Eurochannel!

Não perca as nossas últimas programações, sorteios e eventos exclusivos!