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O Cinema do Azerbaijão

 

O Cinema do Azerbaijão 

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Alexandre Michon

Localizado na região do Cáucaso, o Azerbaijão é um país com tradições culturais e influências que vão para todas as formas de arte, incluindo o cinema. Com um pano de fundo que combina as tradições muçulmanas, árabe, russo e do leste europeu, o cinema do Azerbaijão tem sido um dos mais prolíficos e desenvolvidos na sua região, chegando a ganhar um Prêmio Oscar em 1995.

Mas a história começa há quase um século atrás do Oscar ganhado, apenas anos depois dos irmãos Lumière surpreenderam o mundo com sua inovadora máquina que gravava os movimentos. No Azerbaijão, um paraíso do petróleo do Cáucaso, tudo começou em 1898 quando os primeiros filmes tipo notícias foram gravados por um empresário russo de família francesa chamado Alexandre Michon, quem atraído pela febre do petróleo decidiu montar um estúdio de fotografia e começou a documentar a extração de petróleo e a alta sociedade do país. Fire of the Bibi Heybat e Oil Gusher in Balakhany, foram duas das primeiras produções cinematográficas do país.

Anos mais tarde, na primeira década do século XX foram os outros estrangeiros que mantiveram o desenvolvimento dessa nova indústria no Azerbaijão. Os irmãos Pirone, dois belgas também atraídos pelo dinheiro do petróleo, criaram um pequeno estúdio em Bakú e convidaram diretores e atores estrangeiros para começar a filmar no país. Em seu estudo, os filmes mais importantes foram dirigidos pelo Boris Svetlov, quem liderou o cinema do país com símbolos como The Woman e In the Realm of Oil and Millions.

Naqueles dias, os argumentos dos filmes tratavam de assuntos relacionados ao petróleo e foi apoiado por magnatas. No entanto, tudo começou a mudar em 1919, quando o comunismo estabeleceu a República Socialista do Azerbaijão, e sua indústria cinematográfica foi nacionalizada. Em seguida, os argumentos alteraram-se para mostrar a luta contra a ignorância e os benefícios da revolução.

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Arshin Takes a Wife

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Burnt by the Sun

O cinema do país continuou a tratar as mesmas questões até a queda do regime soviético em 1991. Com poucas exceções, todos os filmes representaram uma glorificação do comunismo e de seus líderes. No entanto, alguns diretores como Nikolai Leschenko se atreveu a produzir ideias diferentes com filmes como Arshin Takes a Wife (1945). O filme, baseado em uma ópera retratando uma sociedade burguesa, parece ter passado a censura de Moscou somente porque Stalin gostou, segundo os rumores na época.

Após a queda da URSS, o cinema do Azerbaijão recuperou a sua liberdade para lidar com qualquer situação ou argumento, e dedicou-se frequentemente a mostrar a vida do país a partir da nova perspectiva do mercado livre.

O momento mais memorável para a história do cinema Azerbaijão veio em 1995, quando o diretor Rustam Ibrahimbeyov recebeu um Oscar pelo roteiro Burnt by the Sun (1994), um filme vencedor do prêmio ao Melhor Filme Estrangeiro daquele ano.

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